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Nossa história

Por que este livro existe

Fotografia antiga: uma jovem mãe abraça a filha pequena.
Ana e a mãe, Marcionilia. Foto restaurada e colorizada com IA.
Ana e a mãe, sentadas num sofá, rindo de mãos dadas; as duas vestem branco.
Ana e a mãe, anos depois. Foto restaurada com IA.
Ana e a mãe, de blusas claras, rindo uma para a outra ao ar livre, à noite, de mãos dadas.
Ana e a mãe, rindo juntas. Foto restaurada com IA; o rosto da Ana foi reconstruído com IA.

Minha mãe, Marcionilia Sales Santos, morreu aos 57 anos. Foi uma morte súbita, sem qualquer chance de reação. Ela estava no interior, numa fazenda perto de Cuiabá. Foi horrível, um choque.

Um ano antes, tínhamos perdido a minha avó, mãe da minha mãe. Em dois anos, perdi sete parentes muito próximos: minha avó, minha mãe, meus tios e tias e, por último, o meu marido.

Eu quase morri também, de depressão, por três anos. Mas me recuperei e comecei a viver de novo. É aí que você percebe que a vida não tem planejamento.

Eu estava sempre muito ocupada, trabalhando, e não tive tempo de ligar para a minha mãe. Hoje eu daria um milhão de dólares para falar com ela por dez minutos no telefone.

Se a sua mãe está viva, grave agora a voz dela, o vídeo dela, tudo o que puder dela. Eu te garanto: um dia você vai querer ligar para ela, para dar uma boa notícia ou uma notícia ruim.

A minha missão é te dar essa experiência, para que você não se sinta tão sozinho no mundo.

Ana Piumbini, Fundadora

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